Enchentes e a Política

Enchentes e a Política

Em 1983 e 1984 aconteceu uma grande enchente em Brusque e que destruiu a cidade, naquela época o prefeito era Ciro Rosa, ele convocou técnicos para que fizessem estudos porque sabia que a sociedade queria uma solução, claro que esse é o dever de um prefeito, nada demais, apenas determinou que fosse feito.

E então os técnicos indicaram que a solução seria construir um canal extravasor na parte que passava no centro da cidade de Brusque, e a obra foi realizada, e agora ficou provado que a atitude do então prefeito e que resultou na obra do canal extravasor salvou a cidade de Brusque de uma grande destruição agora em 2008.

Na enchente de 2008, Itajaí ficou sufocada pelas águas vindas de várias cidades, mesmo Brusque estando no epicentro da calamidade, apenas uma pessoa perdeu a vida, e foi porque caiu do telhado vindo a quebrar o pescoço.

Na mesma época Itajaí sofreu duas grandes enchentes (1983 e 1984), na época, em Itajaí o prefeito era Arnaldo Schimit, que é engenheiro agrônomo, um senhor autoritário e prepotente, e que não se importou em ouvir a sociedade que também queria uma solução, na mesma época, o governador de Santa Catarina era Espiridião Amin, Arnaldo e Amin eram adversários e inimigos políticos.

Naquela época, Esperidião Amin já teria feito um acerto com o governo japonês para que a Agência de Cooperação Internacional do Japão financiasse a fundo perdido a construção de um canal extravasor que teria seu inicio na Pedra de Amolar e desmbocaria no Oceano Atlântico, mais precisamente na cidade de Piçarras, o projeto completo teria 10 km de extensão, com grandes comportas e com bombas de alta potência.

Mas por capricho político, veio a frustração de quem participou dos estudos da possibilidade de que um canal extravasor viesse a diminuir o efeitos das enchentes, o que resta agora é tentar se recuperar dos prejuízos causados pela enchente e se lamentar pelos efeitos das enchentes, porém, é triste saber que a incompetência e a burrice, além da falta de ação política para que a obra do canal extravasor tivesse se tornado realidade.

Por outro lado, a defesa civil de Itajaí, nem mesmo uma estação de telemetria têm, também não tem rádios de comunicação, embarcações, enfim, não tem nada, simplesmente uma vergonha, sem contar que órgãos municipais como a Famai e SPDU também foram totalmente omissos e desinformados, certamente estão esperando por outra catástrofe para serem omissos, autoritários, arrogantes e prepotentes novamente.

Se Deus não existise e se as populações de outras cidades não tivessem sido solidários, coitados de nós, porque os poderes constituidos de Itajaí só pensam em si mesmos.

>> Sobre Multas do Procon